Para avaliar o andamento das obras e serviços da nova ponte que liga Bairro da Conceição ao Centro e ao parque linear da Avenida Amélia Amado, os secretários de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB), Sônia Fontes, e de Transporte e Trânsito (SETTRAN), Thales Silva, reuniram-se com técnicos municipais.
O encontro também teve a participação do presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), Aldo Rebouças, de engenheiros das empresas RCI Construção e Meio Ambiente Ltda. e Metro Engenharia e Consultoria Ltda., além dos representantes da empresa supervisora Modera e da gerenciadora RK Engenharia.
No local, a titular da SIURB junto com os profissionais detalharam trechos importantes do projeto para o direcionamento das próximas etapas das obras de integração que conectam a BR-101 com às duas principais vias de mobilidade urbana no centro da cidade: o parque linear da Avenida Amélia Amado e a Ponte Góes Calmon que passa por reforma a cargo da Empresa Municipal de Saneamento e Águas (EMASA).
Sob a coordenação da secretária Sônia Fontes, o desenho do novo cenário urbano de Itabuna tem objetivo de oferecer vias alternativas para o tráfego veicular alinhado com a transformação urbana sustentável.
Para isso, a secretária destaca que uma das prioridades da gestão do prefeito Augusto Castro (PDS) é o compromisso com o meio ambiente para melhor qualidade de vida, pertencimento, controle de temperatura e que minimizem os riscos dos efeitos climáticos extremos.
No parque linear da Avenida Amélia Amado, por exemplo, a equipe de arquitetos, paisagistas e urbanistas desenvolveram um projeto específico, já que a avenida tem 3,5 km de extensão e a maior parte é construído sobre um canal pluvial com laje já existente, o que torna a obra ainda mais complexa, uma vez que não há solo para o plantio de árvores com raízes mais profundas.
Além disso, considera-se que a área abriga duas grandes avenidas de tráfego contínuo de veículos automotores e pedestres. Por isso, o projeto adequado à realidade local é o preenchimento de alguns trechos com árvores nativas da Mata Atlântica como os Ipês brancos nos trechos com mais profundidade do solo.
De acordo com a equipe, o solo tem apenas 40 centímetros de profundidade, o que impossibilita o plantio de árvores maiores. Já trechos mais rasos serão preenchidos com arbustos, flores e vegetação de ornamentação e aromáticas, o que inibe a proliferação de insetos.
A secretária enfatiza que a compensação ambiental é realizada por meio do Programa Itabuna Mais Verde da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRIMA). Para cada árvore nativa suprimida plantam-se outras 10 novas mudas, enquanto para cada árvore exótica compensa-se com cinco novas mudas.
“O paisagismo é uma espécie de aconchego para quem circula na avenida e desperta o sentimento de pertencimento na população. Por isso é necessário humanizar e não apenas urbanizar” conclui a secretária.

