O Projeto Mãos Amigas - Laços que Transformam executado pela Prefeitura de Itabuna, através da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS) desde o mês passado, já encaminhou às cidades de origem 10 pessoas que viviam em situação de rua.
O retorno ao convívio familiar foi realizado através de abordagens nos locais onde essas pessoas costumavam pernoitar. A partir do contato, se iniciou o processo de diálogo para fortalecimento dos laços parentais para que houvesse o retorno com a garantia de segurança e a oferta de passagens para a viagem.
Na primeira abordagem, foram levadas para a Casa de Acolhimento um total de 17 pessoas. Desse total, após três dias, cinco preferiram sair do espaço, enquanto um casal optou por recomeçar a vida em Itabuna.
“A abordagem social é o ponta-pé inicial para a conscientização de que a Prefeitura, por meio da SEMPS, está nas ruas diuturnamente para ajudar pessoas em situação de rua e não só quem busca atendimento nos CRAS”, afirmou o secretário de Promoção Social e Combate à Pobreza, Erasmo Ávila.
Segundo ele, o Projeto Mãos Amigas - Laços que Transformam marca o início da escuta mais qualificada com moradores de rua para entender a situação de cada um, se desejam ser reintegrados à sua família e à sociedade. A expectativa é que ainda neste mês aconteça outra abordagem para ampliar o trabalho de traçar perfis de quem mora nas ruas de Itabuna.
“Na primeira fase, o trabalho teve um balanço positivo. Por isso, a SEMPS vai realizar mais uma ação nas ruas para identificar, acolher e orientar mais pessoas que desejam passar por esse processo de renovação de vínculos familiares ", avaliou a subsecretária de Promoção Social e Combate a Pobreza, Suse Meire Martins Azevedo.
A diretora do Departamento da Alta Complexidade, Vanessa Leite, explicou que as pessoas recebem atendimento psicológico na Casa de Acolhimento e a equipe especializada faz a escuta para saber a cidade ou estado de origem dos moradores de rua e localizar a família.
Ela disse que a Prefeitura de Itabuna concede passagem através do benefício eventual e viabiliza a volta para casa de quem demonstrar interesse.
“Algumas pessoas em situação de rua fizeram até contato com os CRAS para informar que chegaram bem a retornar. Foi um início bem exitoso e o objetivo maior é devolver a autonomia e vínculos familiares que foram rompidos”, finaliza.

