A direção da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (EMASA) apresentou estudo e planilhas de custos à Agência de Regulação, Controle e Fiscalização dos Serviços Públicos do Município de Itabuna (ARSEPI) para definir a tarifa de água após índice de inflação e de custos operacionais da empresa.
Foi apresentado à ARSEPI um estudo técnico realizado pela Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE), sob a responsabilidade do professor Antônio Carlos Azevedo Lobão.
“O estudo da ASSEMAE aponta a necessidade de um reajuste que reflita os desafios operacionais, especialmente o expressivo aumento nos custos de insumos e energia elétrica, que representa uma parcela significativa das despesas da EMASA, sendo de cerca de 20 por cento dos custos operacionais”, explica o presidente da EMASA, Ivan Maia.
Além dos custos operacionais, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a inflação acumulada em 2025 pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), chegou a 4,41 por cento.
“A variação da bandeira tarifária nas contas de energia elétrica, o custo de produtos químicos e o aumento de matérias-primas como tubos e outros componentes de PVC, além do cimento e massa asfáltica, essenciais para a operacionalidade da EMASA, são considerados na formulação do pedido de reajuste na tarifa de água”, afirma Maia.
No pedido de revisão tarifária feito à ARSEPI, a direção da EMASA lembra que de 2020 a 2023, não houve reajustes tarifários anuais. Essa defasagem acumulada tem prejudicado a operação e manutenção dos sistemas da empresa concessionária de água e esgotos.