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Prefeitura de Itabuna discute em Seminário consequências da exploração do trabalho infantil

As sequelas físicas, emocionais e na própria saúde de crianças e adolescentes foram discutidas nesta sexta feira, dia 12, no I Seminário Trabalho Infantil: consequências e a importância da proteção integral foi realizado no SEST-SENAT pela Prefeitura de Itabuna, através da Secretaria de Promoção Social e Combate a Pobreza (SEMPS).

O crime de exploração do trabalho infantil é considerado um problema mundial, o que fez a SEMPS e demais instituições reunir profissionais da Rede de Proteção do município, entre eles, Conselheiros Tutelares e cuidadores para compreender a questão em nível local.

A Organização Mundial do Trabalho estipulou para 2025 a erradicação do trabalho infantil em nível mundial. Mas, na avaliação da Diretora da Média Complexidade da SEMPS, Maria D’ Ajuda Cavalcanti Lucas, a pandemia de COVID 19 fez aumentar situações de trabalho infantil, inclusive com a exploração sexual.

“Essa é a pior forma de explorar o trabalho infantil” afirma. Ela também acredita que as mobilizações nos países em todos os continentes ajudaram a reduzir esse tipo de crime”, declarou.

O secretário de Promoção Social e Combate a Pobreza, Erasmo Ávila, afirmou que o problema deve ser combatido todos os dias. “Tem muita gente que ainda acredita em ajudar uma criança,ao comprar algo vendido por ela, mas não sabe que isso piora ainda o problema. Lugar de criança é na escola, no lazer. Nosso outro desafio é chamar a atenção dos pais”, alertou.

O Seminário do Dia Mundial de combate ao Trabalho Infantil teve ainda a presença do vice-prefeito e secretário municipal da Educação, Josué Júnior Brandão e da secretaria de Política para as Mulheres, Luciana Seara.

O trabalho ainda na infância, além de evasão escolar, provoca o comprometimento nas áreas física e psicológica, porque a criança ainda está em desenvolvimento. “O pulmão, o coração e os ossos ainda não estão completamente formados, o que resulta em um adolescente com problemas severos de saúde” afirmou Maria D Ajuda.

A enfermeira Denise Alves Miranda, do Núcleo Regional de Saúde Sul (NRSS) da Secretaria de Saúde da Bahia (SESAB) participou do Seminário. De acordo com ela, o trabalho precoce também causa artrose, prejudica o crescimento muscular e baixa   a  defesa imunológica.

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Aida Carvalho, reforçou o compromisso do órgão com a proteção integral da criança e do adolescente. Ela disse que o CMDCA trabalha entrelaçado com o Conselho Tutelar.

“Ainda há muito o que fazer, porque é preciso que a sociedade entenda que as leis mudaram e estamos em outro tempo. O trabalho infantil deve ser combatido sob qualquer pretexto e em qualquer circunstância. É preciso mudar uma cultura de que criança não tem direitos e que o trabalho humaniza e constrói uma consciência, o que não é verdadeiro” afirmou.

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