Os primeiros textos da nova edição do “Pequenos Autores, Grandes Escritores” já começam a ganhar forma nas escolas da rede municipal de Itabuna.
Neste ano, estudantes de unidades como João Mangabinha e São Francisco estão mergulhando em atividades de leitura, criatividade e escrita, dando vida a histórias que poderão chegar ainda mais longe.
A iniciativa dá continuidade ao trabalho realizado no ano passado, quando as criações dos alunos foram reunidas em um livro e apresentadas em um evento especial no Centro de Cultura Adonias Filho.
A proposta é simples e, ao mesmo tempo, significativa: colocar o aluno no lugar de quem escreve. Nas salas de aula, os estudantes estão criando, organizando ideias e dando forma às próprias histórias. O resultado desse processo será conhecido ao longo da edição deste ano.
Para a coordenadora-geral da Educação Básica da Secretaria Municipal da Educação, Professora Mestra Lilian Lima, idealizadora do projeto, acompanhar esse momento é perceber que a escrita pode despertar nos alunos algo que vai muito além do aprendizado formal.
“O projeto começou justamente com esse desejo de fazer o aluno perceber que ele também pode ser autor. Quando a gente entrega uma folha de papel e diz ‘escreva’, cada criança reage de uma maneira. E é muito bonito acompanhar quando aquela primeira ideia começa a ganhar forma e o aluno percebe: ‘essa história é minha’”, afirma.
EDUCAÇÃO QUE DÁ ESPAÇO PARA O ALUNO CRIAR
O vice-prefeito e secretário municipal da Educação, professor Josué Brandão Júnior, destaca que iniciativas como o projeto fazem parte de uma educação que busca desenvolver diferentes habilidades nos estudantes.
“A escola precisa ser também um lugar onde o aluno possa criar. O nosso compromisso é oferecer essas oportunidades e valorizar aquilo que nossos estudantes são capazes de produzir. Quando eles escrevem, estão desenvolvendo leitura, linguagem, criatividade, organização das ideias e principalmente confiança,” enfatiza.
Para o secretário, o projeto também aproxima a família daquilo que é produzido dentro da escola.
“Quando um pai ou uma mãe recebe um texto escrito pelo próprio filho, lê aquela história e vê o nome dele como autor, existe ali um sentimento muito especial. É uma maneira de mostrar para a família o que acontece dentro da escola e valorizar o esforço do estudante”, acrescenta.
O prefeito Augusto Castro (PSD) ressalta que fortalecer a educação, significa criar condições para que os estudantes tenham acesso ao conhecimento, à cultura e a novas experiências.
“Nós queremos uma educação que prepare nossos alunos para o futuro, mas que também reconheça o talento que existe em cada um deles. Um projeto como esse mostra que a educação acontece de muitas formas. Uma criança que escreve, cria e vê seu trabalho valorizado passa a acreditar ainda mais na própria capacidade,” ressalta.
Segundo o prefeito, a iniciativa também reforça o compromisso do Município com a valorização dos estudantes da rede pública. “Nosso compromisso é continuar investindo em uma educação que ofereça oportunidades e que faça nossos alunos perceberem que podem ocupar todos os espaços. A cultura, a literatura e a produção dos nossos estudantes também fazem parte desse caminho,” frisa.
NO ANO PASSADO, AS HISTÓRIAS GANHARAM UM LIVRO
O que os estudantes da Rede Municipal de Ensino estão começando a construir agora já tem um precedente especial. Na edição do ano passado, as produções dos alunos participantes foram reunidas em um livro coletivo com os textos impressos e publicados.
O projeto ganhou um momento marcante no Centro de Cultura Adonias Filho, onde os próprios estudantes apresentaram suas produções e participaram do lançamento da obra.
Agora, a história recomeça nas salas de aula: alunos do João Mangabinha Filho, São Francisco e outras escolas da rede já estão colocando novas ideias no papel. São textos que ainda estão sendo escritos, revisados e descobertos. Mas uma coisa já está definida: este ano, novos pequenos autores também terão a oportunidade de mostrar o que têm a dizer.




