Profissionais da Rede de Garantia de Direitos da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS) realizaram uma capacitação nesta quarta-feira, dia 13, no auditório do SICOOB-COOPEC, em Itabuna, para apresentar os serviços dos acolhimentos da Alta Complexidade para representantes da Justiça e das secretarias municipais de Políticas para as Mulheres, Promoção Social e Combate à Pobreza, da Saúde e da Educação.
A proposta foi fortalecer a articulação entre as políticas públicas e a garantia de direitos das pessoas atendidas pela Rede. Na avaliação da diretora da Alta Complexidade da SEMPS, Vanessa Leite, o trabalho muitas vezes acontece de forma fragmentada.
“O assistido que está em acolhimento passa pela Secretaria da Educação e de Saúde, mas, de forma fragmentada. Nosso objetivo é integrar as políticas de forma conjunta para garantir a efetividade dos direitos dos menores, da população em situação de rua e das mulheres vítimas de violência” afirmou Vanessa.
A subsecretaria da Promoção Social e Combate a Pobreza, Suse Meire Martins Azevedo, explicou que o encontro intersetorial visa mostrar como é o fluxo da assistência social, o que resulta em um encaminhamento rápido e resolutivo.
“Nós estamos apresentando como é o processo. Em uma situação de criança ou adolescente na rua, em risco, por exemplo, o primeiro contato é com o Conselho Tutelar, pois é quem faz a análise e visita a família, explicou.
Representantes da Casa da Criança, Pop Acolhimento, Casa do Adolescente, Casa Regionalizada de Proteção à Mulher e Conselho Tutelar estiveram no encontro.
O vice-prefeito de Itabuna e secretário municipal da Educação, Josué Brandão Júnior participou do encontro intersetorial e falou que o diálogo entre as secretarias de Promoção Social, Saúde e da Educação é importante para corrigir arestas e que haja solução. Ele deu o exemplo das crianças que precisam ir à escola, quando há apenas um veículo da frota municipal disponível.
“Precisamos dialogar com os diretores no intuito de flexibilizar a entrada dessas crianças e adolescentes junto aos porteiros das unidades escolares. Vamos pedir sempre o apoio SEMPS para que nos mande a relação e o roteiro das escolas, lembrando que isso muda muito a partir do momento que as crianças são liberadas das casas de apoio”, disse.
Para a assistente social e representante da Vara da Infância e Juventude, Naiane Moura Xavier, a Rede, de fato, que haja solução seja fluida. “Quando há diálogo entre a Saúde, a Educação, a SEMPS e demais secretarias, os resultados se refletem no Judiciário e na vida dos menores”, pontua.





