Neste sábado, dia 26, pessoas cadastradas para serem padrinhos e madrinhas afetivas de crianças e adolescentes que vivem nos Acolhimentos Institucionais de Itabuna vão passar por uma capacitação. O encontro será realizado na sede do projeto Jovem Social Rua Francisco Benício, nº 147, Alto Maron, e vai reunir psicólogos, assistentes sociais e as equipes das casas de acolhimento.
O Projeto Apadrinhe com o Coração é uma parceria entre a Prefeitura de Itabuna, através da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), com a Vara da Infância e Juventude da Comarca.
A iniciativa visa habilitar padrinhos e madrinhas para dar suporte emocional afetivo adequado a pessoas entre 8 a 18 anos de idade. “O objetivo é oferecer uma convivência comunitária e familiar para crianças e adolescentes que já vêm de contextos de falta de proteção e laços rompidos”, explica a diretora da Alta Complexidade da SEMPS, Vanessa Leite.
Durante a capacitação os padrinhos serão orientados sobre como deve ser o convívio com os acolhidos e o que deve ser evitado. “A orientação é que o padrinho foque nas questões afetivas e evite dar muitos presentes aos acolhidos. Outro detalhe é para a atenção individualizada e o aviso com antecedência no dia que não puder fazer a visita”, disse a assistente social da Vara da Infância Maria Alice Soledade, assistente social da Vara da Infância e Juventude.
Ao todo, 12 pessoas se cadastraram até para integrar o projeto Apadrinhe com o Coração. Elas participaram de uma avaliação psicossocial e visita domiciliar. Além disso, foi preciso a apresentação de documentos pessoais e antecedentes criminais.
Entre os critérios para apadrinhar uma criança estão: ter acima de 18 anos, não estar na lista de adoção, ter disponibilidade de tempo e morar em Itabuna, Barro Preto ou Itapé, municípios sob a jurisdição da Vara da Infância.
Após a capacitação, os padrinhos e madrinhas serão autorizados pelo Juiz da Vara da Infância e Juventude, Hílton Miranda, a iniciar o apoio afetivo a crianças e adolescentes. “Vale ressaltar que os menores têm o direito de não querer o apadrinhamento e isso será avaliado durante as visitas”, afirmou assistente social.
Durante a capacitação serão apresentados dois novos programas: Padrinho Provedor, direcionado à ajuda financeira e doação de brinquedos e o de Serviços, voltado para pessoas que desejam oferecer suas habilidades profissionais para ajudar o acolhido.