Prefeitura municipal de itabuna

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Equipes das Casas de Acolhimento de Itabuna participaram de capacitação sobre Saúde Mental

O acolhimento em sua totalidade foi o centro da capacitação realizada na quarta-feira passada, dia (7, pela Prefeitura de Itabuna, através da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS). O encontro aconteceu no auditório da Secretaria de Gestão e Inovação, com a presença de cuidadores, equipes de Saúde Mental e do Espaço TEA.

Com o tema “Cuidar e Acolher”, o diálogo com os profissionais que atuam acolhimento de pessoas que tiveram laços familiares rompidos foi voltado para o olhar humanizado e sem pré-julgamentos
A diretora do Departamento de Alta Complexidade da SEMPS, Vanessa Leite, disse que o objetivo da quinta capacitação foi fortalecer o manejo e os cuidados diante de comportamentos desafiadores dos acolhidos.

“Tem sido observado uma crescente de pessoas com problemas de saúde mental nas Casas de Acolhimento. Por isso, precisamos trazer informações sobre esses comportamentos e pensamentos para facilitar o trato diário e também compreender o indivíduo dentro de suas necessidades”, afirmou.

A enfermeira Bernardina dos Santos, da equipe de Matriciamento da Saúde Mental, disse que é importante saber identificar transtornos de forma humanizada, acolhedora e baseada em princípios. “A partir dessas observações conseguimos manejar a situação de crise, deixando o adolescente ou adulto em segurança. Após esse momento é necessário saber para onde encaminhar a pessoa”, comentou a enfermeira.

A diretora da Alta Complexidade da SEMPS afirma que do total de acolhidos, 80% fazem uso de medicações controladas. Ela disse ainda que crianças e adolescentes que têm o Transtorno do Espectro Autista (TEA), por exemplo, são encaminhados para a rede de atendimento, o que inclui CAPS IA, Espaço TEA, ambulatórios psicossociais e educação inclusiva. “Esses profissionais que atuam na Alta Complexidade precisam compreender o que é o assistido, como se comporta e qual motivo de uma crise”, avaliou Vanessa Leite.

A enfermeira Paloma Cruz, do Espaço TEA, lembrou que as crianças que chegam aos acolhimentos apresentam uma diversidade de situações familiares. Ela falou que nesses locais muitas vezes chegam pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno Opositor Desafiador (TOD), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e traumas que vão do físico à dor do abandono.

Para ela, umas das formas de os cuidadores lidarem com as mais diversas situações é acolher de forma humanizada, entender o que aconteceu antes de algum comportamento e de que forma pode ajudar a pessoa a entender as suas próprias emoções. Outra maneira é estabelecer uma rotina para a criança ou adolescente, com horários para dormir a acordar e escolher um adulto que seja referência em momentos de crise. “A previsibilidade é importante porque muitas delas não tinham rotina”, frisou.

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