O município de Itabuna mantém um cenário de controle da infestação pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O último Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado pela Prefeitura de Itabuna, por meio da Divisão de Combate às Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, apontou índice de infestação de 1,13%.
É mais um sinal de que o cenário está controlado, mas que ações de prevenção devem ter continuidade. Na manhã desta sexta-feira, dia 9, por exemplo, Agentes de Combate às Endemias (ACE) realizaram ações de bloqueio químico e outras medidas de combate ao Aedes aegypti nos bairros de Fátima e Monte Cristo.
No Fátima, por exemplo, o trabalho incluiu bloqueio químico, tratamento focal, instalação de armadilhas “Ovitrampas” e outras medidas para reduzir a presença do vetor, já que foi confirmado um caso de dengue na localidade, recentemente. Moradora da Rua Santa Rita, a dona de casa Marinalva Lopes, destacou a importância do trabalho realizado pelos Agentes de Combate às Endemias.
“A equipe realizou um trabalho completo de prevenção e orientação na minha casa, mas eu também cuido do meu quintal para evitar a proliferação do mosquito”, disse. A coordenadora de Combate às Endemias, Lucimar Ribeiro, reforça que mesmo com o índice de infestação considerado baixo, a participação da população é importante.
“É preciso eliminar recipientes que acumulam água, manter caixas-d’água bem fechadas e verificar regularmente quintais e áreas externas. A manutenção desse cenário depende do trabalho contínuo da nossa equipe, mas também da colaboração dos moradores na prevenção e no enfrentamento ao mosquito”, frisa.
ESTRATÉGIAS
Alguns dos métodos utilizados são tratamento focal com BTI, produto biológico aplicado em depósitos de água para combater as larvas do mosquito e pulverização de inseticida em locais estratégicos. Também estão sendo utilizadas armadilhas de Ovitrampas que monitoram a presença do Aedes aegypti.
Desde janeiro, as armadilhas Ovitrampas estão sendo trabalhadas no município sendo instaladas em imóveis com a colaboração dos moradores e funcionam como instrumentos de vigilância.
“As armadilhas atraem as fêmeas do mosquito que depositam seus ovos em paletas colocadas no seu interior. Periodicamente, os agentes recolhem esse material e o encaminham ao laboratório, onde é realizada a secagem e a contagem dos ovos. Com base nos resultados, podemos direcionar as ações para os locais que apresentam maior necessidade de intervenção”, explica Lucimar Ribeiro.



